Não faz muito tempo, fui apresentada à um poema de pura sensibilidade, que traduziu o amor de forma tão íntima e verdadeira, como se alguém pudesse invadir nossos pensamentos mais miúdos e os não tão miúdos assim sobre o amor.
Divido com você parte do conceito de amor de uma poetisa:
"Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa. Do brinquedo que a gente não largava. Do acalanto que o silêncio canta. De passeio no jardim. Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo. Corre em outras veias. Pulsa em outro lugar. Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está dançando conosco de rostinho colado. E a gente ri grande que nem menino arteiro."
(Almas Perfumadas, de Ana Cláudia Saldanha Jácomo)
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